Duas vozes do jardim

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Eva e Adão se lembram do dia em que comeram o fruto proibido…

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FOME DE EVA Foi a fome do fruto que me fez alcançar e arrancar da árvore proibida naquele dia de outono, que me fez virar e cheirar sua fragrância, vê-la brilhar naquela inclinação de luz, caminhar, então correr através do mato acima dos joelhos empurrar para o lado as hastes douradas dobradas com meus braços nus, ignorar o zumbido das abelhas, meus olhos olhando fixamente para o que eu queria pendurado no galho mais baixo? Por que passei por outras árvores igualmente maduras nos caminhos por onde andei antes, onde as vinhas estavam cheias de uvas roxas e frutas vermelhas que eu havia colhido muitas vezes com meu querido amigo? Então, por que naquele final de tarde ali parado sozinho, sabendo que deveria me afastar como tantas vezes antes, ora agora, ouvir uma voz sussurrando, sem saber de onde vinha ou se era minha voz, não sabe, eu só sabia que meu coração estava batendo mais rápido, meus pulmões se enchendo e senti um tremor que me fez correr para onde eu nunca tinha ido antes e lá estava eu, meus dedos agarrando o que eu sabia que não deveria tocar e quando fechei meu olhos e deu uma mordida, suco escorrendo pelo meu queixo, como eu poderia saber a fome que eu tinha seguido e o gosto que minha língua agora sabia que doeria em mim e em meus filhos? Como poderia saber que os verões nunca mais seriam os mesmos, que as frutas nunca mais seriam tão doces, que a tristeza e a amargura viriam como nuvens negras e levariam o sol? Nada poderia ter impedido que eu desejasse o que crescia onde não havia caminho, e mesmo agora, quando fico acordado à noite e o ouço respirar ao meu lado, olho para a escuridão, lembrando-me da fome. MEMÓRIA DE ADAM Quando a vi caminhando em minha direção com aquele sorriso, ela deu outra mordida e me ofereceu o que havia comido, seus longos cabelos dourados no sol poente, seus olhos olhando nos meus, nossos dedos se tocando quando peguei o que ela estava segurando para mim, e quando fechei os olhos, sem saber se deveria ir para onde ela estava me levando, meus dedos do pé agarrando a terra, meus joelhos enfraquecendo, eu não conseguia falar, e quando abri meus olhos sabendo que nunca ser a mesma e olhei atrás dela para a árvore parada ao longe, a grama alta se curvando com a brisa, o vento ficando mais forte, o céu ficando mais escuro, eu dei uma mordida e depois outra e outra e olhei nos olhos dela, nossos lábios umedecidos com a doçura que comíamos e engoliram o que eu sabia que viria, mas não me importei, contanto que pudéssemos compartilhar esses caminhos que fizemos e o jardim que estávamos cultivando. Quem diria que aquele dia seria o fim da inocência, que trabalharíamos e conheceríamos o desespero, que nossos filhos lutariam, que nos abraçaríamos aquecidos e cansados ​​à noite, nossos ossos não mais fortes, nossos cabelos não mais claros? E mesmo agora, quando acordo de madrugada e a vejo dormir, o sol logo acima das árvores, ainda posso vê-la estendendo a mão, e como rimos enquanto comíamos, parados em nossa nudez, o gosto de uma vaga memória, a árvore não está mais de pé..

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