Está escuro, às quatro da manhã, e estou bebendo de novo. Tentando limpá-la. Sentado nas sombras sombrias, Nenhum som para ser ouvido, mas as memórias dela, tiquetaqueiam em minha cabeça, como algum filme tocando em repetição. Nada parece apagá-la de mim, sua risada, seu sorriso, suas palavras. Outro dia - outra bebida.
Essas lágrimas derramam bem. Ela está saindo e correndo. Não parece que ela se importa mais. A jukebox ainda toca a mesma música antiga, e eu imagino, todos os nossos bons momentos acabaram mesmo? Não mais dançar, não mais beijar, não ficar mais acordado até as três.
Não mais ela, não mais nós, diferente de mim. Aconteceu cedo demais, eu não estava pronta para isso. Agora são 4 da manhã de novo - estou bebendo - novamente. Sentar-se ouvindo os coiotes uivarem no ar da noite. A lua está tão fraca e eu simplesmente não consigo tirá-la da minha mente.
Encarando, imaginando, quando terminará?.
Sinto falta da névoa em seus lábios Aquele lapso de tempo perfeito O jeito que você canta sua alma todas as noites Com cigarros e vinho Eu me sento divertido nas asas do palco Esta pantomima…
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